Desmitificando o pavimento para ciclovias

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  Está em elaboração pela EPTC e UFRGS com apoio da ACZS um estudo científico que pretende dar uma resposta a questão do conforto dos ciclistas em função do tipo de pavimento de ciclovias.

  Para tanto, diversos modelos de bicicletas e diversos biotipos de ciclistas foram testados para 3 tipos de pavimento: asfalto, bloco de concreto e placas de concreto.

  O teste consiste em instrumentar a bicicleta com uma acelerômetro junto ao guidon e registrar o valor RMS (Root Mean Square – valor médio quadrático)  da aceleração, que quanto maior for, maior será a vibração, e consequentemente maior será o desconforto ao pedalar.

 Os acelerômetros são compostos usualmente de uma cerâmica ferro-elétrica polarizada artificialmente, que quando mecanicamente tensionada gera uma carga elétrica proporcional a força aplicada. Conhecendo a massa do corpo do acelerômetro e utilizando a segunda lei de Newton (“F=m.a”) podemos obter a aceleração.

   Para os valores da aceleração RMS (m/²)  são estabelecidos níveis subjetivos de conforto para o corpo humano:

< 0,315 m/s²             – confortável

0,315 a 0,63m/s²    – um pouco confortável

0,8 a 1,6m/s²          – desconfortável

1,25 a 2,5m/s²        – muito desconfortável

> 2,0m/s²                 – extremamente desconfortável

   A utilidade de uma pesquisa desta natureza é servir de referência técnica para a escolha do tipo de pavimento mais adequado a ser empregado no revestimeto de ciclovias.

 Aguardamos a publicação do artigo para postarmos os resultados e conlusões desta pesquisa.

 

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3 Respostas to “Desmitificando o pavimento para ciclovias”

  1. Tulio Says:

    Ah, pois, muito interesasante, mas isso varia de bike p/ bike e mesmo numa mesma bike com pneus e calibragens diferentes, com aros de diferentes medidas.

    Acho que terão que realizar pelo menos uns 30 ensaios comparativos p/ se afirmar qualquer coisa.

    Abraços

  2. Fernando Dornelles Says:

    Tulio,

    Sim, foram diversos testes. Salvo algum engano, foram 3 bicicletas e uns 8 ciclistas, o que dá para ter algum indicio do comportamento geral em função das variaveis envolvidas. Pesquisa é assim, nunca se exgota um assunto em um artigo…eheheheeh

    Forte abraço,

  3. Tulio Says:

    OK, com certeza! Nada neste mundo vence a ciência!

    Agora é convencer a politicalha e a tecnocraticalha a aceitar que há alternativas.

    Boa sorte!

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