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Ciclovia ficou para 2011
Percurso de 47 quilômetros só será finalizado com recursos destinados a obras da Copa na Capital

Os moradores de Porto Alegre ganharam um Plano Diretor Cicloviário em julho passado e colecionaram promessas de que iriam receber quilômetros de faixas exclusivas para bicicletas no prazo de poucos meses. Mas a informação agora é de que terão de esperar até 2011 para começar a ver a malha de ciclovias da cidade deslanchar.

Segundo o novo secretário municipal de Mobilidade Urbana, Romano Botin, novas vias para ciclistas não devem começar a ser construídas antes de janeiro, como parte do pacote de obras para a Copa de 2014. Botin diz que a Capital terá uma malha de 47 quilômetros até o início dos jogos.

As ciclovias são um sonho que não pedala, engatinha. Vêm de longe as promessas. Em 2005, ao lançar o Plano Diretor da área, o secretário de Mobilidade Urbana, Luiz Afonso Senna, prometeu que a população usufruiria de ciclovias já no ano seguinte. Afirmou que se tratava de “um empenho pessoal”. Foi postergando a promessa de ano para ano e deixou a secretaria dias atrás sem cumpri-la. Para piorar, os ciclistas de Porto Alegre tiveram de amargar a perda de uma das poucas alternativas de circulação oferecida: o Caminho dos Parques, que desde 2001 permitia o trajeto entre o Parque Moinhos de Vento e o Guaíba.

Para 2010, a esperança é a conclusão da ciclovia da Restinga, um projeto de R$ 1,2 milhão. A prefeitura entregou recentemente 1,1 quilômetro. Promete concluir até outubro os 3,4 quilômetros que faltam. Também deve ocorrer neste ano a revitalização do 1,26 km na Avenida Guaíba, construído em 1993. O projeto é de R$ 40 mil.

Parte expressiva dos 47 quilômetros prometidos integra projetos de alargamento ou abertura de avenidas – obras incluídas no pacote de R$ 2 bilhões para aprontar Porto Alegre para a Copa. O cronograma, segundo Botin, prevê apresentar os projetos entre setembro e outubro, de maneira a realizar a licitação até o final do ano, o que permitiria iniciar a construção em janeiro. Mas o secretário reconhece que podem haver contratempos. Como os projetos preveem desapropriações, temem-se atrasos.

O custo total das obras ainda não foi calculado

Um bom exemplo é a ciclovia de 1,5 quilômetro na Avenida Diário de Notícias, um dos raros trechos existentes na cidade, construída em 2008 pelo BarraShoppingSul. A previsão era de que a extensão chegasse a dois quilômetros, mas o shopping ainda não pôde terminar a obra em razão de desapropriações pendentes.

Botin não tem informações do custo das ciclovias ou do tempo necessário para realizar as obras, depois da ordem de início.

– O que posso dizer é que têm de ficar prontas até 2014. É uma diretriz do prefeito – afirmou.

Das obras previstas no programa da Copa, constam 10 quilômetros de faixas para bicicleta na Voluntários da Pátria, cinco na Avenida Tronco, 10 nas avenidas Beira-Rio e Padre Cacique, 6,6 na Ipiranga e 7,8 na Sertório.

Zero Hora procurou por Luiz Afonso Senna na sexta-feira, no sábado e no domingo, mas não conseguiu contato.

ITAMAR MELO

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