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Eduardo Luiz Klisiewicz, com colaboração de Thiago de Araújo

Inaugurado no início de junho, o Velódromo de Maringá, região Noroeste do Paraná, está bem próximo de ganhar a homologação da União Ciclística Internacional (UCI) para grandes competições. De acordo com o secretário do Esporte e Lazer, Márcio Stébile, a prefeitura pleiteia a classificação da pista na categoria 3, que permite a realização provas internacionais.
De concreto, com 250 metros de extensão, 11 metros de largura e inclinação máxima de 42 graus, o velódromo de Maringá se enquadra nas especificações exigidas pela Confederação Brasileira de Ciclismo, mas alguns ajustes ainda serão necessários. “Fizemos alguns testes e treinamentos desde o dia da inauguração e o comissário nacional da UCI fez considerações, principalmente no quesito ondulações. Já encaminhamos o relatório para a empresa responsável, que está fazendo as devidas correções”, disse Stébile.
O secretário de Esportes está animado. “Eles (COB) tiveram uma boa impressão, principalmente pela estrutura, mas também pelos outros apoios que tivemos, como o da rede hoteleira. Teremos leitos para acomodar todos os atletas durante os 15 dias de evento. Estamos muito animados”.
De acordo com o relatório produzido pelo árbitro internacional Franchesco Valenti, que representou a UCI, falta pouco para que a pista seja reconhecida. Por enquanto o velódromo foi liberado para treinamentos, mas dentro de 30 dias as correções, bem como os trabalhos de demarcações oficiais, serão concluídas.
Uso da estrutura
O projeto para a construção do Velódromo foi aprovado como parte integrante do Complexo Olímpico de Maringá, que teve orçamento de R$ 20 milhões, dividido entre o Governo Federal e a Prefeitura. A idéia surgiu para suprir a falta de estruturas semelhantes na região. “Temos alguns velódromos no país, mas na região Sul apenas o de Curitiba, que não está em perfeitas condições. Tínhamos um espaço e apostamos na idéia”, afirmou Stábile.
A estrutura compreende além da pista de concreto, arquibancadas, dependências da Secretaria, boxes das equipes, oficina, torre de controle e cronometragem, vestiários e sanitários para atletas, salas de arbitragem, depósitos e túnel de acesso.
Para não deixar o espaço ocioso durante as janelas no calendário de competições – ainda não divulgado pela Secretaria de Esportes – a idéia é fazer uma parceria com a Confederação Brasileira de Ciclismo. “Vamos propor essa parceria para reunir as seleções que queiram realizar treinamentos aqui. A vantagem é que nossa pista é iluminada e podemos reunir eventos noturnos”.
Para Stábile, o apoio do Governo Federal será importante. “O Ministério dos Esportes disse que pretende desenvolver os esportes individuais e podemos ajudar com a estrutura. O ministro (Orlando Silva, dos Esportes), gentilmente, disse que somos a cidade olímpica do Paraná”.
A pista deverá ser ocupada, na maioria do tempo, pelo Clube Maringaense de Ciclismo. “Temos o Clube de Ciclismo, que é mantido pela lei municipal de incentivo ao esporte amador. Vamos oferecer a estrutura para que atletas de alto nível possam desenvolver suas habilidades. Em breve teremos grandes atletas saindo daqui”.
Ex-campeão mundial aprova velódromo, mas faz ressalva
Campeão Mundial Júnior de Ciclismo de Pista em 1982, Mauro Ribeiro é hoje técnico da seleção brasileira de ciclismo de estrada. Especialista em competições disputadas em velódromos, ele elogiou a iniciativa da construção da pista em Maringá.
“Acho que não é simplesmente a pista em si, mas sim o idealismo do complexo esportivo, o conceito de formação de novos atletas, para criar atletas profissionais de alto rendimento. Temos que usar o futebol como parâmetro. Precisamos treinar os atletas desde as categorias de base. Na Europa é assim e tem vários complexos e ciclismo como esse”, afirmou.
Ribeiro considera que a estrutura, acima de tudo, precisa ser bem administrada. “Se a gente souber utilizar o 100% do complexo de Maringá, você ajuda em todos os sentidos, culturalmente e socialmente”. O técnico da seleção ressalta que para se obter o resultado esperado, é preciso contar com profissionais competentes. “Os centros servem para atrair atletas e os profissionais servem para transformar este atleta em um ciclista profissional. É como eu gosto de dizer: ‘não adianta ter um Formula 1 se você não souber dirigi-lo’”, alerta.

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